terça-feira, outubro 12, 2004

como vento

suportar a vigília com duas rugas em vez de olhos
levitar pelas calçadas adormecidas
durante as noites que faltam
rangendo musicalmente com um cárcere na memória
e um mar salgado na garganta

quereria abraçar uma viola e torcê-la
para que pingasse um choro furioso
como vento

1 comentário:

Madalena Pestana disse...

Que intenso, Laura!

:)