até ao dia seguinte
Incondicionalmente
E são chegados os quartos-de-final da Taça dos Campeões Europeus. O adversário do Benfica, o Aarhus da Dinamarca. A primeira “mão” marcada para o dia 8 de Março de 1961 no Estádio da Luz, em Lisboa, e a segunda para 30 de Março, na Dinamarca. Em casa o Benfica venceu por 3-1, na Dinamarca por 4 -1, tendo o golo do Aarhus sido um auto golo de Germano.
O Rapid de Viena foi o adversário do Benfica nas meias-finais. Na Luz, o resultado de 3-0, dava confiança para a segunda-mão e abria o caminho do Benfica para a final.
Foi no dia 31 de Maio de 1961, em Berna, que o Sport Lisboa e Benfica, sob a orientação de Bella Guttmann, ao bater o Barcelona por 3-2, conseguiu trazer para Portugal a ambicionada Taça dos Clubes Campeões Europeus.
José Augusto, Santana, Águas, Cavém e Coluna
"O grande dia em que o Benfica ia defrontar o Barcelona para a final da Taça dos Campeões Europeus chegara. Mas, tão ou mais importante, é que o jogo “dava na televisão”, uma vez que a Eurovisão transmitia o jogo. Os nervos lá em casa eram mais que muitos. A família esperava impaciente o início do jogo que, a vencermos, daria ao Benfica o título de Campeão Europeu. Eu, na altura com nove anos, estava também contagiado por aquela dupla expectativa (o futebol e a televisão). Lá em casa eram todos sportinguistas. Apenas eu, por um lado para contrariar, e por outro porque o grande amigo da família e de quem eu muito gostava, o Tio Gil, era benfiquista ferrenho. Mas, naquela altura as cores de Portugal gritavam mais alto. “Não é o Benfica que vai jogar, é Portugal!”, dizia o meu pai com convicção. E, impaciente, admoestava-me “Vá, está calado, toma atenção”. E aí está, as equipas entram no relvado. O equipamento, embora a preto e branco no écran, mantinha as cores mágicas na minha imaginação, o encarnado e branco. Costa Pereira, Cavem, Germano, Santana, Coluna, …José Águas…! E, vá lá saber-se porquê, este último nome agradou-me, tinha qualquer coisa de diferente… de mágico…! “Oh Jorge, sai da frente! Senta-te sossegado!” O jogo tinha começado. Durante aqueles noventa minutos em que o meu pai fumava cigarro atrás de cigarro, e a minha mãe pontapeava incessantemente a atmosfera, eu, completamente enfeitiçado, não despregava os olhos do pequeno écran. O meu vocabulário enriquecia a olhos vistos: desmarcar, flancos, linha de cabeceira, esférico… E o espectáculo continuava, tão mágico que aquele José Águas que tinha, vá lá saber-se porquê, prendido a minha atenção, marcou um dos três golos que deram a vitória ao meu Benfica. Ao Portugal dos meus pais. " Jorge Galveias in José Águas O CAPITÃO DOS CAMPEÕES SeteCaminhos




Um resultado histórico
Em apenas três meses, Manuel Alegre alcançou um resultado histórico nas eleições presidenciais, contrariando a lógica da bipolarização entre Cavaco Silva e Mário Soares, que desde o início se tinha instalado na generalidade dos média. Está de parabéns o nosso Candidato, está de parabéns o movimento cívico que se gerou à volta da sua candidatura, estão de parabéns todos os que com total generosidade e entusiasmo se entregaram a esta causa e com Manuel Alegre ajudaram a construir este resultado. Foi uma vitória da democracia participativa e do poder dos cidadãos, para lá dos máquinas e directórios partidários. O feito histórico que Manuel Alegre conseguiu é já um facto pioneiro nas democracias europeias e representa uma forma de combater a crise do sistema de representação política. Não deixaremos que a esperança que se abriu seja devorada pela pequenez dos que não sabem ler nos resultados eleitorias os sinais dos tempos, nem são capazes de tirar lições das derrotas que sofreram.
[A candidatura de Manuel Alegre, 23.01.2006]
Ela estava a pintar os olhos quase colada ao espelho, como se estivesse à procura de alguma coisa dentro dos olhos, por debaixo das pálpebras, com um lápis de carvão. Primeiro um, depois o outro. Depois voltava ao primeiro.